O Time de Scottie: 1993-1995

Quando a dinastia parecia ser eterna para o Bulls, Michael Jordan, aos 30 anos, anunciou que deixaria a carreira de jogador de basquete. Todos os apaixonados pelo basquete sabiam que perderiam um jogador espetacular, e, acima de tudo, um vencedor. A questão que permanecia era: Esse ótimo time, de valores como Scottie Pippen, Horace Grant e B.J. Armstrong, conseguiria sobreviver sem o “maior de todos os tempos”? E quem seria o substituto? Obviamente, ninguém substitui à altura Michael Jordan, mas a temporada de 1994-1995 responderia parte dessas perguntas e mostraria que ainda existia vida em Chicago sem Michael.

Scottie Pippen assumiu o papel de líder. Durante toda a temporada, foi sensacional e ajudou o time a chegar aos playoffs com 55 vitórias e 27 derrotas. O Bulls, diferentemente dos anos anteriores, seria eliminado pelo New York Knicks, nas semi-finais da Conferência Leste (ainda que levasse a disputa até o sétimo jogo). O quarto título não aconteceu, mas era admirável o esforço do Bulls para chegar longe.

Aquele velho companheiro de Jordan mostrou que o basquete, como qualquer esporte, pode as vezes pregar peças: Pippen foi fantástico e mostrou que, por uma vontade do destino, sua trajetória coincidisse com a de Jordan, que foi, incontestávelmente, o melhor de todos. Assim, talvez tenha tido um pouco do seu brilho ofuscado. E essa foi a temporada pra mostrar tudo o que ele era. Mas, do outro lado da moeda, o que fazia de Jordan um vencedor dentro do esporte, certamente tinha participação de Scottie. Dois jogadores foras-de-série, mas que sempre precisavam um do outro: sozinhos eram excelentes, mas juntos tornavam-se imbatíveis. O camisa 33 foi All-Star em 1994, junto com Horace Grant e B.J.Armstrong. Ganhou o MVP do evento e, para muitos, deveria ter sido o MVP da temporada. Foi também o líder de votos para o time principal da liga e para o time de defesa da temporada.

O croata Toni Kukoc teve também uma ótima temporada. O novato foi consistente, e ainda seria muito útil no futuro da franquia. Sua versatilidade e os 10.9 pontos de média lhe renderam um lugar no segundo time de novatos da temporada.

Uma nova arena esperava o Chicago Bulls para a temporada 1994-1995: o Chicago Stadium ficaria na história e o United Center entraria em cena até os dias presentes. Horace Grant assinou como free agent com o Orlando Magic e seria mais uma baixa na equipe. Sem sua referência ofensiva no ataque, o time acabou com uma campanha um pouco aquém do que estava acostumado: 47-35. Com Scottie Pippen tendo outra ótima temporada, uma ajuda veio do banco nas últimas 25 partidas: Toni Kukoc assumiria o papel de titular e formaria uma boa dupla com Pippen, alcançando médias de 15.7 pontos por jogo, 5.4 rebotes e 4.6 assistências.

O time ficaria ainda mais forte na reta final: Jordan, que não conseguiu muito sucesso jogando baseball, anunciou em 18 de Março de 1995 que estava de volta. Nos 17 jogos da temporada regular em que atuou, atingiu 26.9 pontos por jogo. No seu primeiro encontro com a torcida do Knicks, no Madison Square Garden, certamente a sensação de medo voltou a passar pela cabeça de cada um que estava no ginásio mais famoso do mundo na noite de 29 de Março de 1995: foram 56 pontos e a assistência para Bill Wennington que deu a vitória à equipe. Nos playoffs, passou pelo Charlotte Hornets na primeira fase. Entretanto, com o rei ainda entrando na forma ideal e sentindo muita falta de um homem como Horace Grant no garrafão, cairia frente ao Magic (novo time de Grant)  em 6 jogos nas semi-finais do Leste. 

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