1997-98

Era o último ano do contrato de Phil Jackson com o Chicago Bulls. E a sua última temporada começou não tão brilhante como os anos anteriores: o Bulls lutava para ficar perto da marca de 50% de aproveitamento. O desempenho fraco da equipe tinha como uma das razões a contusão de Scottie Pippen, que o deixou de fora dos 35 primeiros jogos da temporada.

Com a volta de Pippen, o time voltava a entrar no caminho das vitórias.  No final da temporada, o Chicago Bulls alcançou 62 vitórias e 20 derrotas. Classificou-se em primeiro da Conferência Leste, mas não como a melhor campanha no geral pois o Utah Jazz, que também venceu 62 partidas, tinha vantagem no confronto direto. Portanto, no desempate, o Utah era o time de melhor campanha na liga.

O primeiro adversário dos playoffs era o talentoso time do New Jersey Nets, que era liderado por Stephon Marbury. No jogo 1, o jovem time do Nets conseguiu levar a partida para a prorrogação. Entretanto, o Bulls venceria esse e os dois próximos jogos, encerrando a série em 3 a 0.

Na fase seguinte, o Charlotte Hornets seria o oponente nas semifinais da Conferência Leste. Após vitória no jogo 1, a torcida que lotava o United Center viu um jogador familiar resolver a partida para o time de Charlotte: B.J. Armstrong, que fez a cesta da vitória e saiu provocando os atuais campeões. Parecia que Armstrong não conhecia o poder do Bulls, que, após a provocação, tratou de despachar o Charlotte em 5 jogos.

O Indiana Pacers era a pedra no caminho do time de Phil Jackson. O Pacers, dirigido por Larry Bird, tinha jogadores como o excelente armador Mark Jackson e o bom pivô holandês Rik Smits no elenco, além da estrela-maior, Reggie Miller. Nos dis primeiros jogos em casa, apesar do bom jogo do Indiana, o Bulls venceu. Jackson surpreendeu quando colocou Scottie Pippen para marcar Mark Jackson. Essa decisão que aparentemente parecia estranha foi uma das chaves da vitória nos jogos em casa. Quando a série foi para a casa do adversário, eles empataram a série.

O empate persistiria até o jogo 7. Com o placar da série em 3 a 3, o Chicago Bulls encontrava-se diante do jogo 7 em uma série pela segunda vez durante seu império nos anos 90. A outra vez que isso aconteceu foi em 1992 contra o New York Knicks. O inimaginável parecia estar acontecendo: o Pacers liderava o jogo no início. Mas a diferença entre excelentes jogadores e lendas acontece nessas horas. Michael Jordan, com uma atuação incrível, trouxe o Chicago Bulls novamente para o jogo e encerrou o que seria a série de pós-temporada mais difícil para os touros durante sua dinastia.

Pelo segundo ano consecutivo, o adversário nas finais da NBA era o Utah Jazz. Dessa vez, o time da dupla Karl Malone e John Stockton (dois jogadores entre os 50 maiores da história da liga) tinha a vantagem do mando de quadra. Após perder o primeiro jogo na prorrogação, o Bulls conseguiu vencer o jogo 2 fora de casa e dependia do desempenho no United Center para ser campeão da NBA.

Uma lavada no jogo 3 por 96 a 54 deu maior confiança ao Chicago, que também venceria o jogo 4. O placar era de 3 a 1 na série e o Chicago Bulls poderia se tornar hexa campeão no jogo 5, dentro de casa. Mas com grande atuação de Karl Maone, o Jazz levava a série de volta a Utah.

No jogo 6, equilíbrio durante quase toda a partida. No minuto final de jogo, a vitória encaminhava-se para o Utah quando Michael Jordan reduziu a diferença para apenas um ponto. Com a posse de bola nas mãos de Karl Malone, Michael Jordan mostrou a razão de estar acima de qualquer outro jogador de basket: roubou a bola, armou a jogada e, após lindo drible em Byron Russell, fez o arremesso do título e entrou para história. Não era apenas a última cesta do jogo, eram os dois últimos pontos de Jordan com a camisa do Bulls.

Não havia mais nada a ser provado. O sexto título do Chicago Bulls não deixou dúvidas de que a NBA viu, na década de 90, possivelmente, o melhor time de basket de todos os tempos em quadra, liderados pelo maior jogador da história.

OS CAMPEÕES:   

 

  G  

 PPG 

 FG% 

 FT% 

 3P% 

 RPG 

 APG 

 SPG 

 BPG 

 TO 

Michael Jordan

82

28,7

46,5

78,4

23,8

5,8

3,5

1,7

0,5

2,3

Scottie Pippen

44

19,1

44,7

77,7

31,8

5,2

5,8

1,8

1,0

2,5

Toni Kukoc

74

13,3

45,5

70,8

36,2

4,4

4,2

1,0

0,5

2,1

Luc Longley

58

11,4

45,5

73,6

0,0

5,9

2,8

0,6

1,1

2,2

Steve Kerr

50

7,5

45,4

91,8

43,8

1,5

1,9

0,5

0,1

0,5

Ron Harper

82

9,3

44,1

75,0

19,0

3,5

2,9

1,3

0,6

1,1

Dennis Rodman

80

4,7

43,1

55,0

17,4

15,0

2,9

0,6

0,2

1,8

Bill Wennington

48

3,5

43,6

81,0

0,0

1,7

0,4

0,1

0,1

0,3

Randy Brown

71

4,1

38,4

71,8

0,0

1,3

2,1

1,0

0,2

0,9

Jason Caffey

51

5,3

50,3

66,0

0,0

3,4

0,7

0,3

0,3

0,9

Scott Burrell

80

5,2

42,4

73,4

35,4

2,5

0,8

0,8

0,5

0,6

Dickey Simpkins

21

3,7

63,4

59,1

0,0

1,5

0,8

0,2

0,1

0,6

Rusty LaRue

14

3,5

40,8

62,5

25,0

0,6

0,4

0,2

0,1

0,4

Jud Buechler

74

2,7

48,3

50,0

38,5

1,0

0,7

0,3

0,2

0,3

Joe Kleine

46

2,0

36,8

83,3

0,0

1,7

0,7

0,1

0,1

0,6

Keith Booth

6

1,7

33,3

100,0

0,0

0,7

0,2

0,0

0,0

0,5

David Vaughn

3

1,3

100,0

50,0

0,0

0,3

0,0

0,0

0,0

0,0

LEGENDA: G= jogos, PPG= pontos por jogo, FGP= % dos arremessos de quadra, FTP= % dos lances livres, 3PP= % dos arremessos de 3, RPG= rebotes por jogo, APG= assistências por jogo, SPG= roubadas por jogo, BPG= tocos por jogo, TO= turnovers por jogo

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