Michael Jordan 50 Anos – I’m Michael Jordan

SacramentoDunkBlackJerseyO BullsBrasil escreve, em uma série de posts, a trajetória de Michael Jordan, que completa essa semana 50 anos de vida. Contando detalhes sobre a vida e carreira do maior jogador de basquete todos os tempos.

*Para os leitores que não viram os posts anteriores, clique nos números para verem os posts 123 e 4.

Vida Nova (1995/96)

Michael ficou mais de um ano longe das quadras, e quando voltou, viu um time totalmente mudado, no que comparado a equipe tri-campeã, pela qual ele jogou antes de ir para o beisebol.

John Paxson e Bill Cartwright aposentaram. B.J. Armstrong se mudou para a Califórnia, onde defenderia os Warriors. Will Perdue foi para o Texas jogar pelos Spurs, já que foi envolvido na troca por Dennis Rodman. Ron Harper, Toni Kukoc, Jud Buechler, Dickey Simpkins, Randy Brown, Jason Caffey, Luc Longley, Steve Kerr, e depois James Edwards e John Salley seriam as caras novas do time, onde o único remanescente era Scottie Pippen. Jordan voltaria a usar o número 23.

Chicago Bulls playersOs Touros começaram a temporada voando baixo, embalados pelo trio Jordan-Pippen-Rodman (foto). Esse time se recusava a perder. Para termos ideia, na pausa do campeonato para o All-Star Game, Chicago já tinha a campanha de impressionantes 42 vitórias e APENAS 5 derrotas. Era uma máquina. Muitos especialistas colocam esse time como o melhor da história, superando a dinastia dos Celtics nos anos 60, liderados por Bill Russell e o Showtime dos Lakers de Magic Johnson, James Worthy e Kareem Abdul-Jabbar, que encantavam as quadras nos anos 80.

No dia 16 de Abril de 1996, os Bulls escreveriam uma nova página na história da liga, ao ser o primeiro time a vencer 70 jogos em uma única temporada, antes de começarem os playoffs. A vítima foi o Milwaukee Bucks.

Terminando a temporada com uma campanha de 72-10, os Touros terminam com o melhor aproveitamento de um time na história da liga. Jordan recebe seu quarto prêmio de MVP, e volta ao seu monopólio: cestinha da temporada (30,4 ppg).

Esse time fez tanta história, que a NBA fez vídeos exclusivos sobre a equipe. Mais especificamente, das jogadas de MJ, Pippen e coletivas.

Na pós-temporada, o Heat foi facilmente varrido (3-0) na primeira rodada. Na semifinal, os Knicks de Ewing, onde seria a última vez que Michael e Patrick se enfrentariam em pós-temporada, Chicago bateu o rival em cinco jogos (4-1).

Na final da conferência, o mesmo Orlando Magic que eliminara Chicago nos playoffs passados. Com sangue no olho, Michael e os Touros varreram o time da Flórida (4-0), que era somente o atual vice-campeão, com um ano a mais de rodagem. Após a varrida, MJ avisa para Nick Anderson: “O MJ 23 voltou”.

Na final, o Seattle SuperSonics de Gary Payton e Shawn Kemp. Nos três primeiros jogos, vitórias tranquilas do time de Illinois (J1: 107-90, J2: 92-88, J3: 108-86). Seattle reagiu nos dois jogos seguintes (J4: 107-86, J5: 97-78), levando a série de volta para Chicago, onde o destino reservava algo especial para Michael.

É Para Você, Pai (16/6/96)

95F_mj_collapsedO jogo 6, foi realizado no dia dos pais nos EUA. Jordan receberia a homenagem de seus filhos, que estavam na arquibancada vendo o pai em ação.

Não demorou muito e o time foi entrando nos eixos, impondo o seu jogo sobre os Sonics. Michael tem uma partida discreta, para os seus padrões (22 pts, 9 reb, 7 ast, 2 stl), mas suficiente para bater o adversário por 87-75 e comemorar seu quarto título na NBA.

MJ não contêm a emoção, ainda sensibilizado pela morte do pai, e chora copiosamente (foto), com a bola do jogo em suas mãos e deitado no chão, lembrando o seu grande companheiro de vida.

Space JamTambém no ano de 1996, Michael vira ator de cinema. Ele, ao lado de grandes nomes do basquete (Charles Barkley, Patrick Ewing, Larry Johnson e Muggsy Bugues) e dos desenhos animados (Pernalonga, Patolino, Frajola, Lola, etc.) estrelam o filme Space Jam (foto), onde conta, de outra forma, o motivo de MJ voltar as quadras.

A Máquina Continua Triturando (1996-97)

Embalados pela temporada passada, Chicago novamente passa o rolo-compressor em cima de seus rivais. O time tem seu melhor início de temporada da história, onde venceu suas doze primeiras partidas.

No dia 5 de Fevereiro, antecedente ao fim de semana das estrelas, Chicago, mais uma vez, na pausa para o evento, fica com menos de 10 derrotas (42-6), e Michael, inauguraria uma galeria.

Visto na arquibancada por ninguém menos que Wilt Chamberlain, MJ escreve mais um capítulo nas páginas da NBA, se tornando o primeiro jogador a conseguir um triplo-duplo na história do evento (14 pts, 11 reb, 11 ast). Além de Michael, LeBron James e Dwyane Wade foram os jogadores que conseguiram repetir a dose no ASG.

Pós-ASG, Jordan segue capitaneando o time para a melhor campanha da liga novamente (69-13), mas não leva o prêmio de MVP, que acaba parando nas mãos de Karl Malone, do Utah Jazz.

Na pós-temporada, os Bulls encerariam as atividades do Washington Bullets, que seria re-batizado para Wizards na temporada seguinte, com uma varrida (3-0). Na semifinal, Atlanta não é páreo para os Touros, que passam pelo time da Geórgia em cinco jogos (4-1). Na final, o Heat, que depois de muito tempo, consegue vencer um jogo contra Chicago em playoffs, mas acaba sucumbindo em seis partidas (4-2).

Nas Finais, o Utah Jazz de Karl Malone e John Stockton. No jogo 1, Michael derruba o time de Salt Lake City com uma cesta no estouro do cronômetro para dar a vitória ao time por 84-82. No jogo 2, Jordan fica perto de um triplo-duplo (38 pts, 13 reb, 9 ast), e os Bulls vencem por 97-85. Nos jogos 3 e 4, Utah responde, em partidas apertadas (J3: 104-93, J4: 78-73), que pode bater o atual campeão, e o jogo 5, diante de seu torcedor, seria como coroar uma virada histórica. Mas um certo jogador, baleado, mudaria a história da série.

Os Grandes se Sobressaem (11/6/97)

1997-michael-jordanQuem já teve virose, vai entender o que Michael passou naquele jogo. Era a partida de nº 5, os Touros pareciam sucumbir diante do Jazz, e para completar, seu melhor jogador, com virose, poderia ficar de fora.

Mas Jordan não se curvou aos problemas e foi para o jogo. Jogando 44 dos 48 minutos, obteve 38 pontos, pegou 7 rebotes, distribuiu 5 assistências, roubou 4 bolas e ainda deu um toco. A imagem do jogo, fica por conta de seu fiel escudeiro, Pippen, ao carregar Jordan após a vitória apertada da equipe por 90-88 (foto).

No jogo 6, Jordan passa a bola para o armador, e hoje comentarista, Steve Kerr, aumentar a vantagem de Chicago a cinco segundos do fim (90-86) e levantar seu quinto caneco de campeão, eleito novamente o MVP da decisão.

A Despedida 1 (1997-98)

Na temporada de 1997-98, seria o fim de uma era na cidade dos ventos. Phil Jackson não renovaria seu contrato, Pippen, Rodman e outros jogadores, testariam a free agency,  exceto Kukoc, por ser o jogador querido de Jerry Krause (general manager da franquia na época). Isso pesou para que Jordan aunciasse que deixaria as quadras pela segunda vez.

KnicksDunkLarryJohnsonO jogo que mais marcou seu segundo adeus das quadras, aconteceu no dia 8 de Março de 1998, no Madison Square Garden, contra os Knicks (foto). Nova York, mesmo sem Ewing, bem que tentou contê-lo, mas Michael se sente muito à vontade em sua terra natal.

Allan Houston? John Starks? Não, o dia não era deles, era do camisa 23, que, defendendo Chicago pela última vez no MSG, conseguiu 42 pontos, 8 rebotes, 6 assistências, três desarmes e um toco, na vitória de seu time por 102-89. Nem Spike Lee se preocupou com seu time, vendo MJ voltar aos seus tempos de garoto, ao usar o Jordan I, em homenagem aos nova-iorquinos.

Fazendo seu tour de despedida, sem Pippen, lesionado por quase metade da temporada, Jordan levou Chicago a melhor campanha no leste novamente (62-20), e conseguiu seu quinto prêmio de MVP, e foi, pela décima e última vez, o cestinha da temporada (28,7 ppg). Nenhum jogador conseguiu tantas vezes ser o cestinha da temporada na história da liga.

Nos playoffs, o New Jersey Nets, hoje Brooklyn Nets, foi varrido logo de cara (3-0). Nas semifinais, os Hornets de Vlade Divac, que foram surrados em cinco jogos (4-1). Na final do leste, o Indiana Pacers de Reggie Miller e do técnico Larry Bird, onde a série foi seguida a risca, sem quebra de mandos, e os Touros passaram em sete batalhas (4-3).

Na decisão, o mesmo Utah Jazz, da temporada passada, mas sem o mando de quadra, já que ambos terminaram com a mesma campanha, mas Utah levou a melhor no confronto direto, já que venceu as duas partidas que fez contra o time de Illinois na temporada regular.

Nos dois primeiros jogos, uma vitória para cada lado (J1: D 88-85, J2: V 93-88). No jogo 3, com direito a hino norte-americano cantado pelo vocalista do Pearl Jam e torcedor dos Bulls, Eddie Vedder, Chicago detona o adversário (96-54), provocando a menor pontuação de um time em um jogo das Finais da NBA. No jogo 4, vitória por 86-82 e o sexto título perto de ser recebido em casa, para coroar a despedida de Jordan por Chicago. Mas o carteiro, Karl Malone, joga água no chopp na festa dos donos da casa, e lidera o Jazz na vitória por 83-81 no jogo 5, mandando a série de volta a Salt Lake City.

O Último Ato (14/6/1998)

Faltava um algo a mais para coroar a despedida de Jordan pelos Bulls. Uma partida que ele mesmo decidisse. Vejamos:

  • Em 91, Chicago foi campeão na base do coletivo;
  • Em 92, os reservas colocaram os Bulls de volta na partida nº 6, dando o segundo título da franquia;
  • Em 93, John Paxson decreta o tri-campeonato de Chicago;
  • Em 96, a máquina de Chicago beirou a perfeição;
  • E em 97, Steve Kerr deu o título após receber passe de Michael, completamente livre, e conseguir o penta para os Touros.

Como vemos, nenhuma das partidas que deram o título para Chicago, tiveram Jordan matando o jogo no final, como costumava fazer em partidas normais. Mas a história seria diferente.

Em uma final, o jogo é decidido nos mínimos detalhes, e foi o que aconteceu. John Stockton, após receber passe de Karl Malone, acerta uma bola de três a 42 segundos do fim, e coloca Utah a frente do placar, 86-83. Chicago pede tempo, e no lance seguinte, Michael faz a bandeja em cima de Byron Russell e diminui a vantagem para apenas um ponto, 86-85, com pouco mais de 37 segundos para o fim. Bola do Jazz, Stockton carrega para a quadra de ataque, onde, marcado por Kerr, passa para Karl Malone. Michael deixa Hornacek correr para a linha dos três e dobra a marcação em cima do carteiro, onde ele já era marcado por Rodman e dá um soco na bola para tirá-la das mãos do camisa 32 do Jazz.

Faltam 17 segundos, Jordan leva o Bulls para a quadra de ataque e pensa no que vai fazer. Sendo vigiado de perto por Russell, corre para a entrada do garrafão. Com um crossover, deixa o adversário sem condições de ficar em pé e arremessa livre de marcação, onde anota seus últimos pontos pelos Bulls, e dá a liderança para Chicago, com cinco segundos para serem jogados. Na base do desespero, Utah tenta, mas não consegue impedir a festa de Chicago, hexa-campeão da NBA.

Abaixo, as imagens do último ato, a partir do roubo de bola de Michael.

O Roubo de Bola
O Roubo de Bola
A cesta (vista pela quadra de defesa).
A cesta (vista pela quadra de defesa).
A cesta (em preto e branco, exceto Jordan).
A cesta (em preto e branco, exceto Jordan).
A cesta (com foco em Michael)
A cesta (com foco em Michael).
A cesta (pelo ângulo da torcida).
A cesta (pelo ângulo da torcida).
A cesta (após a conversão dos pontos).
A cesta (após a conversão dos pontos).
O soco no ar, após a buzinada final.
O soco no ar, após a buzinada final.
Seis finais, seis títulos.
Seis finais, seis títulos.

Após o jogo, Jordan é eleito pela sexta vez, o melhor jogador das Finais (recorde da NBA), e deixa Chicago, que era um time de saco de pancadas, para uma das franquias mais respeitadas e conhecidas mundialmente quando o assunto é a NBA, e isso devemos ao camisa 23.

Michael sai de cena por pouco tempo, pois ele ainda voltaria as quadras.

Anúncios

6 comentários em “Michael Jordan 50 Anos – I’m Michael Jordan

Adicione o seu

  1. Caralho… parece que foi ontem que o mundo parou para ver o “the last shot”. Eu era menino, criança… não bebia cerveja, não via os jogos com os amigos, mas também não tinha preocupações e torcia de alma lavada, gritando numa sala como se estivesse dentro da arena. Internet era um sonho mais que distante, assim ao assistir os tapes na Band, eu torcia como se o jogo fosse ao vivo. Foi nessa época que eu tive as duas maiores felicidades que um esporte já me deu, e uma delas vocês resgataram nesse show de fotos.

    Que saudade boa… que tempo bom. Os anos 90, ao ver esse vídeos hoje eu tenho a certeza, que nos tempos onde esses caras voavam, onde os grandes eram todos gigantes, nós ousamos voar mais alto, e em grande parte a ele, Michael Jordan, MJ23, o maior entre os maiores… His airness.
    Não vale de nada, mas eu sou mais um dos milhões de fãs que no minimo agradece e muito ao terceiro jogador do draft de 84, a essa lenda que vai além do esporte.

    Pra emoção ser maior só mesmo se eu achasse um vídeo com a narração oficial da band (passei meia vida pronunciando MIKEL jordan por causa dos caras) e no mais, como diriam os sábios da época.

    DO NOT EVER EVER EVER DISRESPECT HIS AIRNESS. DO NOT EVER MESS WITH THIS BULLS TEAM

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑